Danielle Akili

Danielle Akili
Artista independente, nasci no Rio de Janeiro em 5 de Setembro de 1990, sou formada como Designer gráfico e atualmente estou cursando Bacharelado em Artes Visuais.
Trabalho com ilustrações infantis, retratos realistas e caricaturas, além disso, uso aquarela, lápis de cor, giz seco, tinta acrílica, tinta a oleo, guache e café para fazer minhas pinturas. Já experimentei alguns codimentos alimentares como açafrão para confeccionar uma ilustração. Estou sempre interessada em experimentar materiais e técnicas diferentes.
Trabalho com ilustrações e retratos por encomenda há 17 anos, já ilustrei cinco livros ifantis, dentre os quais dois eu também fui responsável pelo projeto editorial, são eles: Rita e Luna, da escritora Lenita Vasconcelos pela editora Conexão7; O pintinho Rafael e o ciclo da Vida da psicologa Rita Silvério, pela editora Flamingo; O livro Akua'ba da Juliana Correa, pela Editora Oriki; A princesa Sophia: céu caminho do mar do Deco Nascimento; e Amina e os Segredos da Vovó, do professor e escritor Vicente Zaki, pela editora Panóplia.
Participações:
Exposição com uma pintura em tela na Galeria Gustavo Schnoor (UERJ) em 2017, uma exposição individual no Museu do Negro (RJ) em 2017 a 2019, exposição coletiva “Fala, mulher” no Centro Cultural José Bonifácio, em 2017. Participação da Programação Cultural do Evento Tattoo Week Rio 2018, caricatura ao vivo.
Como artista e ilustradora, tenho como objetivo não apenas experimentar materiais e técnicas, mas também fazer pesquisas como artista, e por meio das ilustrações e pinturas dar destaque à pessoa negra, seja com personagens infantis ou por meio das exposições de obras de arte. Estou disponível também para outros trabalhos e expressões artisticas, sempre atuando como pessoa negra e artista na sociedade.
Destaco algumas obras:
Maria Negra e o Menino Jesus
Durante a Historia a mulher negra passou pela exploração do seu corpo e teve sua imagem relacionada ao impuro, ao demonizado, àquilo que não merece ser respeitado, Até hoje abre-se a discussão sobre a verdadeira fisionomia do Cristo. A sociedade racista demonizou não só os Orixás, como também embranqueceu muitas figuras importantes, além de associar a pessoa negra a coisas ruins. Nesta obra eu associo a Mulher negra a santidade de Maria e o Menino jesus é retratado como um bebê negro. As flores na obra remontam a delicadeza que também é uma característica da mulher preta, que teve sua imagem brutalizada pelo racismo.
Abstrato “Vaidade”
Nesta obra eu fiz experimentos com as formas e cores para desconstruir uma figura de uma pessoa, afastando-me do retrato realista, para estimular a minha criatividade, como se eu estivesse quebrando a imagem e espalhando sobre a tela todas as seus elementos, pintura há uma mulher maquiada, com cílios e boca exuberantes e até exagerados, uma crítica à vaidade exagerada e doentia presente na nossa sociedade.












